quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MOTOR ELÉTRICO TRIFÁSICO DE 12 PONTAS


Dentre os  tipos de motores elétricos  disponíveis no mercado um que se destaca é o motor de 12 pontas. Este tipo de motor disponibiliza doze terminais de interligação que faz com que possamos alimentá-lo com até quatro níveis diferentes de tensão, por exemplo:

          • 220V
          • 380V
          • 440V
          • 760V


Estes doze  terminais de interligação referem-se a seis conjuntos de bobinas que constituem o motor elétrico.

Para cada nível de tensão requerido teremos uma forma de realizar o fechamento de suas bobinas. São basicamente quatro tipos de fechamento, são eles:
  • Duplo Triângulo (220V)
  • Duplo Estrela (380V)
  • Triângulo (440V)
  • Estrela (760V)

FECHAMENTO DUPLO TRIÂNGULO

Este tipo de fechamento fará com que seja possível a conexão motor na menor tensão suportada por ele, em nosso exemplo 220V.
Partindo do pressuposto que independente da tensão de alimentação, o motor de 12 pontas sempre receberá em seus enrolamentos o mesmo nível de tensão e que em nosso exemplo, cada bobina permanecerá com 220V, temos abaixo o esquema elétrico de um fechamento para a tensão de 220V que por sinal é a menor tensão que este motor suporta:



Obs.:
Tendo em vista que este fechamento assemelha-se com um circuito paralelo, o fechamento duplo triângulo ao ser conectado a rede de alimentação de 220V recebe em cada uma de suas bobinas os  mesmos 220V da rede elétrica.


FECHAMENTO DUPLO ESTELA

Neste fechamento temos a disposição das bobinas do motor a fim de alimentá-lo com uma tensão de 380V.

Por se tratar do mesmo motor, temos que levar em consideração que cada bobina do motor elétrico trifásico receberá um nível de tensão de 220V, desta maneira vamos realizar o fechamento considerando as características de Tensão de Fase e Tensão de Linha aplicado aos seu enrolamentos, observe:


Obs:
Com a Tensão de Linha de380V representadas em R, S e T temos, respectivamente, as Tensões de Fase de 220V em cada uma das bobinas, sendo que:


Este tipo de fechamento “comporta-se” como um circuito em série, logo, existe a divisão de tensão entre os conjuntos de bobinas associados.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Brasil não deve abandonar energias alternativas em favor do pré-sal, diz Goldemberg

“Com o entusiasmo do pré-sal, há risco de os investidores se desinteressarem por outras áreas. Isso já está acontecendo e pode não ser positivo para o Brasil”, afirmou o físico José Goldemberg, da Universidade de São Paulo. O país, afirma, deveria continuar buscando uma matriz energética mais limpa, investindo em biomassa e etanol, que gera um milhão de empregos. “Isso é mais do que a indústria do petróleo”, afirmou na conferência “Brasil em 2020: Ordem e Progresso?”, promovida pela revista britânica “The Economist”, em São Paulo. Talvez por isso ele tenha, ao final do debate, se definido como um pessimista em relação às vantagens trazidas pela indústria do petróleo.
Goldemberg não estava sozinho em sua defesa. David Zylbersztajn, da DZ Negócios com Energia, também preferiu se colocar sob o guarda-chuva do pessimismo ao projetar os possíveis “ganhos” da indústria petrolífera para o país. “Mesmo que as licitações da Petrobras sejam realizadas, nós só teremos petróleo daqui a dez ou 15 anos. Eu vejo um futuro negro porque eu acho que o mundo vai enxergar o petróleo de maneira muito diferente”, disse.
O otimismo ficou por conta da audiência e de José Miranda Formigli, gerente-executivo de exploração e produção da Petrobras, para quem mesmo que o óleo comece a jorrar em 15 anos ainda fará toda a diferença para o Brasil. “Apesar das projeções e da busca por energias alternativas, o petróleo ainda terá um peso muito grande na matriz mundial”, afirmou. Ele emendou, porém, que o país deve manter sua meta de desenvolver uma matriz verde. “O que nós devemos fazer é aproveitar essa onda que pode nos trazer um grande benefício, toda a riqueza que pode ser gerada a partir do petróleo”.
Como exemplo, Formigli citou a Noruega, país que aparece em primeiro lugar no recém-divulgado ranking de desenvolvimento humano. Os noruegueses deram nota 7,6 para seu dia-a-dia e o país sempre aparece entre os primeiros quando se fala de qualidade de vida e políticas verdes. E, notou Formigli, continua explorando gás e petróleo. “Por quê? Porque a Noruega sabe que o petróleo gera riqueza e conhecimento, que serão utilizados pelas gerações vindouras", afirmou.
Os ânimos continuaram arrefecidos quando se questionou a possibilidade de o país ter de lidar com um vazamento nas mesmas proporções do desastre do Golfo do México, em que um acidente em poço da BP atirou mais de 800 milhões de litros de óleo no mar. “O Brasil não está preparado para enfrentar um acidente com vazamento no pré-sal, mas ninguém está”, disse José Goldemberg. “Os engenheiros não gostam que isso seja dito, mas a verdade é que por mais seguras que as máquinas sejam, sempre é possível acontecer uma desgraça. E aqui pode ser grande porque algo como o pré-sal nunca foi feito”, afirmou.
Reforçando que a Petrobras busca a máxima segurança para a exploração, José Miranda Formigli fez questão de dizer que a existência do pré-sal não anula o trabalho feito até agora para promover outras fontes. “A estratégia da Petrobras não é inundar o mercado de petróleo para podermos prescindir de outras fontes. Estimamos que a matriz energética do Brasil continuará a ser composta de 46% de energias renováveis nos próximos anos”, afirmou.

Energia Nuclear


A adoção da energia nuclear como fonte alternativa de energia é uma realidade presente na vida de muitas pessoas. Esta fonte de energia possui tanto efeitos benéficos quanto maléficos, porém, em tempos de escassez energética e aquecimento global, o mundo não tem muitas escolhas.

Acidentes nucleares, como os ocorridos no Japão, deixaram toda a população mundial em alerta para esta forma de energia ainda desconhecida. Muitas pessoas, a partir daquele instante, fizeram manifestações contra o uso de energia nuclear alegando que ela causará outros acidentes mais graves, porém, elas não percebem que os combustíveis fósseis, além de poluir a atmosfera, não são renováveis e um dia acabarão.

Uma das grandes vantagens da energia nuclear é a capacidade de armazenamento energético, que é maior do que o das outras fontes, além da pequena área necessária para a construção de uma usina nuclear.

Portanto, o uso da energia nuclear é um passo necessário para a manutenção das reservas energéticas mundiais, porém, o cuidado com a segurança deve ser o mais rígido possível, pois a vida das pessoas está sempre acima de qualquer necessidade energética.

Bike elétrica da Ford

Ford apresenta bicicleta elétrica E-Bike Concept

21/09/2011 12:36 - Por Marcelo Brettas
Ford E-Bike Concept Foto: divulgação Ford E-Bike Concept
A Ford ainda não planeja abandonar a produção de veículos de quatro rodas, mas demonstra estar atenta aos novos conceitos e possibilidades de mobilidade urbana, em especial ao mercado de bicicletas e motos elétricas que deve atingir a cifra de 140 milhões de unidades vendidas no mundo dentro de cinco anos.

Com um quadro de perfil trapezoidal construído em alumínio e carbono o E-Bike pesa apenas 2,5 kg. As rodas de seis raios têm desenho em V e as baterias de lítio ficam escondidas no interior do quadro e são responsáveis por alimentar o pequeno motor instalado no cubo da roda dianteira, enquanto a transmissão final substitui a tradicional corrente por uma correia dentada de carbono. O modelo dispõe ainda de um sistema de reaproveitamento de energia (tanto dos freios quanto dos pedais) similar ao utilizado nos bólidos de Fórmula 1 que, segundo a marca, lhe garante uma autonomia de cerca de 85 km.

Mas, se a bateria acabar ela vira uma bicicleta convencional com câmbio Shimano Alfine de 11 marchas e manopla Shimano Rapidfire que continuará te levando a qualquer lugar, apenas com um pouco mais de esforço, é claro!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Estimular cérebro com eletricidade acelera aprendizado, diz estudo

Estimular eletricamente o cérebro pode ajudar a aumentar a velocidade do aprendizado, segundo especialistas britânicos.
Cérebro é muito flexível e pode se reestruturar - Corbis Royalty Free
Corbis Royalty Free
Cérebro é muito flexível e pode se reestruturar
Eles dizem que aplicar uma corrente elétrica de baixa intensidade em uma parte específica do cérebro pode aumentar sua atividade, tornando o aprendizado mais fácil.
Os pesquisadores, da University of Oxford, na Inglatarra, estudaram cérebros de pacientes que sofreram derrames e de adultos saudáveis.
Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o British Science Festival, na cidade inglesa de Bradford.
A equipe, liderada pela professora Heidi Johansen-Berg, usou uma tecnologia conhecida como ressonância magnética funcional para monitorar a atividade nos cérebros de pacientes que sofreram derrames enquanto tentavam recuperar sua capacidade motora, perdida como resultado da doença.
Uma das principais revelações do estudo foi a de que o cérebro é muito flexível e pode se reestruturar, desenvolvendo novas conexões e alocando tarefas para áreas diferentes quando ocorre algum problema ou quando uma tarefa nova é realizada.
Como parte do estudo, os especialistas também investigaram a possibilidade de usar estimulação elétrica não invasiva do cérebro para melhorar o processo de recuperação da capacidade motora.
Melhorias a curto prazo já haviam sido constatadas em pacientes que tinham sofrido derrames.
Mas um resultado inesperado foi verificado quando os mesmos estímulos foram feitos nos cérebros de adultos saudáveis: a velocidade de aprendizado desses indivíduos também aumentou consideravelmente.
Aumento de atividade
Para observar esse efeito, a equipe criou um experimento em que voluntários memorizavam uma sequência de botões para apertar, "como se aprendessem a tocar uma melodia no piano".
Enquanto faziam isso, recebiam, por meio de dois eletrodos colocados em pontos específicos de suas cabeças, estímulos por corrente transcraniana.
Uma corrente de intensidade muito pequena foi passada entre os eletrodos formando um arco que passava dentro do cérebro e, dependendo da direção da corrente, ela aumentava ou diminuía a atividade naquela parte do cérebro.
Johansen-Berg explicou que "um aumento na atividade das células do cérebro as torna mais suscetíveis ao tipo de mudança que ocorre durante o aprendizado".
Os resultados do experimento que envolvia apertar os botões em sequência demonstraram os efeitos positivos, em termos do aprendizado, de apenas dez minutos de estímulos ao cérebro, em comparação a um experimento "placebo" no qual não houve estímulo elétrico.
"Os estímulos não melhoraram o desempenho máximo do participante, mas a velocidade com a qual ele alcançava seu ponto de desempenho máximo foi aumentada significativamente", disse Johansen-Berg.
Direcionar o estímulo à área do cérebro que controla a atividade motora permite que tarefas envolvendo movimentos sejam aprendidas mais rápido, e os pesquisadores acreditam que a técnica possa ser usada para auxiliar o treinamento de atletas.
Os experimentos demonstram explicitamente que estimular o córtex motor do cérebro pode aumentar a velocidade do aprendizado de funções motoras.
Os pesquisadores dizem ter esperanças de que o mesmo método possa ser aplicado a outras partes do cérebro para melhorar o aprendizado na educação, simplesmente posicionando-se os eletrodos em locais diferentes de forma que a corrente possa ser direcionada à área correta.
Em função da relativa simplicidade, baixo custo (cerca de US$ 3 mil por unidade) e portabilidade da tecnologia, a equipe acha possível que - após mais pesquisas - aparelhos sejam criados especificamente para uso em casa.
No futuro, Johansen-Berg e sua equipe pretendem investigar as possibilidades de se aumentar o efeito da técnica por meio de estímulos diários durante períodos de algumas semanas ou meses.
No tratamento de pacientes que sofreram derrames, a técnica poderia ser usada em associação com tratamentos atuais de fisioterapia para melhorar o quadro geral de a recuperação dos pacientes, que tende a variar bastante. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Eletricista chinês se arrisca para consertar cabo de alta tensão nas alturas

Um eletricista da companhia elétrica da província de Shandong, na China, realizou um conserto em uma linha de ultra-alta voltagem em funcionamento.
Com o apoio de outros cinco colegas em terra, o homem escalou a enorme torre para substituir uma braçadeira danificada.
Durante pouco mais de meia hora, o especialista ficou pendurado nas linhas que fornecem cerca de 10% da energia consumida por mais de 90 milhões de pessoas.
Para a operação, que se acredita ter sido a primeira do tipo no mundo, os eletricistas treinaram duas semanas.
A empresa preferiu realizar a operação manualmente do que enviar robôs, que ainda não são considerados suficientemente seguros. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Um novo gargalo em SC

Eletricidade
Seg, 11 de Abril de 2011 08:11
Abastecimento de energia é mais uma preocupação para os empresários

Sinais de alerta por causa de atrasos em obras do sistema elétrico estão acesos em cidades que são alvo de grandes empreendimentos no Estado.

Depois de pagarem uma conta alta de impostos e de perderem competitividade com o câmbio desfavorável e uma infraestrutura deficitária, os empresários de Santa Catarina têm um novo gargalo que devem enfrentar: o abastecimento de energia elétrica. A fonte do problema não está na falta de planejamento ou de recursos para investimentos da Celesc.

Alguns investimentos da iniciativa privada foram desacelerados, outros começaram sem a força total. E há quem tenha dúvidas se conseguirá manter os prazos inicialmente planejados para começar a trabalhar no Estado. Apenas uma das empresas prejudicadas deixará de faturar pelo menos R$ 25 milhões porque não terá a ligação de energia elétrica feita no prazo inicialmente proposto.

Diretores e técnicos da estatal afirmam que o atraso na conclusão de obras fundamentais para a indústria, responsável por 44,7% do consumo de energia elétrica no Estado em 2010, se resumem a dois fatores – com pesos diferentes em cada situação: embargos das obras em andamento motivados por questões ambientais ou por divergências envolvendo desapropriações e excesso de chuvas registrado em algumas cidades catarinenses no último ano.

Quatro grandes investimentos em SC esperam por conclusões de obras para começarem a operar a pleno vapor. A Alliance One, uma das principais fornecedoras globais de fumo, está trabalhando apenas no turno noturno, das 22 horas às 6 horas, em Araranguá, para evitar os horários de maior consumo de energia na região. A empresa espera pela conclusão de obras no Sul do Estado para começar a operar com o segundo turno.

Em Curitibanos, a Berneck, uma das grandes produtoras de painéis e produtos de madeira do país, desacelerou as obras da unidade que vai empregar 250 funcionários diretamente, na primeira fase, por causa de atrasos em uma linha de transmissão a partir de Lages.

No Alto Vale, a nova unidade da Votorantim Cimentos, que já foi concluída, aguarda a finalização das obras de uma linha de transmissão para começar a funcionar. Na região Norte do Estado, o Porto de Itapoá adiou o início das operações por atrasos nas obras de acesso ao terminal e no abastecimento de energia elétrica.

“O importante é que todo problema está encaminhado, mas nem toda solução depende exclusivamente da Celesc”, pondera Cleverson Siewert, diretor técnico da Celesc Distribuição.
Fonte: A Notícia