quarta-feira, 21 de março de 2012

INSTRUMENTOS DE MEDIDAS ELÉTRICAS II

AMPERÍMETRO
O amperímetro é o instrumento elétrico destinado a medir a intensidade de corrente elétrica que percorre um circuito. Como desejamos medir a corrente que “passa” pelo condutor, é necessário que esta corrente também passe pelo amperímetro. Assim, o amperímetro deve ser ligado em “série” com o circuito.
Assim como ocorre com o voltímetro, existem o amperímetro analógico e o digital, sendo este último o tipo mais utilizado atualmente, devido ao menor custo e à facilidade de uso. É importante observar que, para a ligação do amperímetro, o circuito deve ser interrompido, devendo ser religado através do instrumento. Existe um outro tipo de amperímetro, conhecido como amperímetro “alicate”, que mede a corrente que
passa pelo circuito por meio de acoplamento eletromagnético, não exigindo a abertura do circuito ou mesmo conexões elétricas para que se efetue a medida. Este tipo de instrumento é muito utilizado na manutenção de instalações industriais, onde as correntes envolvidas são muito elevadas e a abertura do circuito muitas vezes implicaria na interrupção do processo de produção.

INSTRUMENTOS DE MEDIDAS ELÉTRICAS I

VOLTÍMETRO
 
       O voltímetro é o instrumento utilizado para medir tensão elétrica. O voltímetro não mede o potencial propriamente dito, mas a sua diferença em relação a um ponto de referência.
Para medir uma tensão, os terminais do voltímetro devem estar conectados aos pontos onde se deseja comparar os potenciais, ou seja, em “paralelo” com o elemento sobre o qual se deseja medir a tensão.
       Existem basicamente dois tipos de voltímetro, o analógico me o digital. O analógico indica a tensão através da deflexão de um ponteiro, proporcional à tensão medida. Quanto maior for a tensão, maior será o movimento do ponteiro, que indicará o valor medido sobre uma escala previamente graduada e calibrada.
       Já o voltímetro digital possui um visor de cristal líquido, cujos dígitos indicam diretamente o valor da tensão medida. Se o potencial medido for menor que o de referência (tensão negativa), o instrumento digital apenas sinalizará com um sinal negativo (-) antes dos dígitos no visor, enquanto o instrumento analógico tenderá a apresentar uma deflexão no sentido contrário ao normal, o que muitas vezes acaba por danificar o instrumento. Atualmente, o custo dos instrumentos digitais tornou-se tão reduzido, que praticamente condenou os instrumentos analógicos à extinção.

quarta-feira, 14 de março de 2012

CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS E MECÂNICAS DOS MOTORES TRIFÁSICOS

Um motor elétrico é acompanhado de uma placa de identificação onde são informados suas principais características. Outras precisam ser obtidas com o fabricante através de catálogos ou consultas diretas. Destacam-se nas características dos motores elétricos trifásicos: 

 TENSÃO DE FUNCIONAMENTO
A grande maioria dos motores elétricos são fornecidos com os terminais religáveis, de modo que possam funcionar ao menos em dois tipos de tensões. No presente capítulo descrevem-se os principais tipos de religações.
 
Ligação estrela-triângulo
Este tipo de ligação exige seis terminais do motor, e serve para quaisquer tensões nominais duplas, desde que a segunda seja igual à primeira multiplicada por 3 .
(Exemplos: 220/380 V - 380/660 V - 440/760 V)
Nota: Uma tensão acima de 600 V não é considerada baixa tensão; está na faixa de alta tensão, onde as normas são outras. Nos exemplos 380/660 V e 440/760 V a tensão maior declarada serve somente para indicar que o motor pode ser ligado em estrela-triângulo, pois não existem linhas nesses valores.

 Ligação série-paralelo
Este tipo de ligação exige nove terminais no motor, e é usado com tensões nominais duplas, sendo a segunda o dobro da primeira. Existem basicamente dois tipos de religações para estes motores: estrela / duploestrela
e triângulo / duplo-triângulo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

MATERIIAIIS IISOLANTES

INTRODUÇÃO
Os materiais isolantes podem apresentar vários formatos: em forma de tira (fita) plana, longa, com substância adesiva em um dos lados, de autofusão, ou ainda em forma de tubo termocontrátil (se contrai ao ser submetido a uma determinada temperatura). Podem ser, também, em forma líquida.

 TIPOS
Os materiais isolantes podem ser classificados em: 
Fita isolante - de borracha (autofusão)
- plástica
 Isolante termocontrátil
 Isolante líquido
 
- FITA ISOLANTE
 - Fita Isolante de Borracha (Autofusão)
É uma tira elástica fabricada com diversos compostos de borracha e não possui adesivos. Possui como característica a “Autofusão”, isto é, ela se funde quando sobreposta, formando uma massa lisa e uniforme.

Aplicações:
Para reposição da camada isolante de cabos elétricos, em emendas terminações até 69 kV.

Fita Isolante Plástica
É uma tira de material plástica plástico, possuindo em um dos lados uma substância adesiva à base de borracha sensível à pressão. É fabricada em diversas cores: branca, amarela, azul, verde, vermelha e preta.

Aplicações:
Para recomposição da camada isolante ou cobertura de cabos elétricos em emendas e acabamentos nas instalações em geral, sendo a P44 para 750 V e a P42 para 600 V.

CARACTERÍSTICAS DAS FITAS ISOLANTES:
Apresentam-se em rolos de diversos comprimentos, larguras e espessuras:
 Comprimento: 5,10 e 20m (Autofusão: 10m)
 Largura: 19mm (as mais comuns para uso em instalações elétricas em geral)
 Espessura: Pirelli P-42: 0,15mm; P44: 0,18mm; 3M 33+: 0,19mm; Wetzel: 0,15mm e 0,76 mm (Autofusão-Pirelli).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CADE SIMU


Fácil de usar e muito eficiente o CADe Simu é um programa executável de menos de 5 Megabytes que além de possibilitar a montangem de comandos elétricos ainda possibilita a simulação de funcionamento.
Download aqui

Fonte: Blog Eletrica Total

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

SEGURANÇA COM ELETRICIDADE

Ao executar uma instalação elétrica, ou durante sua manutenção, procure tomar os seguintes cuidados:

■ Antes de qualquer intervenção, desligue a chave geral (disjuntor ou fusível).

■ Teste sempre o circuito antes de trabalhar com ele, para ter certeza de que não está energizado.
■ Desconecte os plugues durante a manutenção dos equipamentos.
■ Leia sempre as instruções das embalagens dos produtos que serão instalados.
■ Utilize sempre ferramentas com cabo de material isolante (borracha, plástico, madeira etc). Dessa maneira, se a ferramenta que você estiver utilizando encostar acidentalmente em uma parte energizada, será menor o risco de choque elétrico.
■ Não use jóias ou objetos metálicos, tais como relógios, pulseiras e correntes, durante a execução de um trabalho de manutenção ou instalação elétrica.
■ Use sempre sapatos com solado de borracha. Nunca use chinelos ou calçados do gênero – eles aumentam o risco de contato do corpo com a terra e, conseqüentemente, o risco de choques elétricos.
■ Nunca trabalhe com as mãos ou os pés molhados.
■ Utilize capacete de proteção sempre que for executar serviços em obras onde houver andaimes ou escadas. 

Instalação de chuveiros elétricos
■ Chuveiros e torneiras elétricas devem ser aterrados.
■ Instale o fio terra corretamente, de acordo com a orientação do fabricante.
■ Pequenos choques, fios derretidos e cheiro de queimado são sinais de problemas que precisam ser corrigidos imediatamente.
■ Não mude a chave verão-inverno com o chuveiro ligado
■ Nunca diminua o tamanho da resistência para aquecer mais a água. É possível a substituição do chuveiro por outro mais potente, desde que adequado à fiação existente. Não reaproveite resistências queimadas. 


Instalação de antenas
■ Instale a antena de TV longe da rede elétrica. Se a antena tocar nos fios durante a instalação, há risco de choque elétrico.



Troca de lâmpadas
■ Desligue o interruptor e o disjuntor do circuito antes de trocar a lâmpada.
■ Não toque na parte metálica do bocal nem na rosca enquanto estiver fazendo a troca.
■ Segure a lâmpada pelo vidro (bulbo). Não exagere na força ao rosqueá-la.
■ Use escadas adequadas.


Tomadas e equipamentos
■ Coloque protetores nas tomadas.
■ Evite colocar campainhas e luminárias perto da cortina.
■ Não trabalhe com os pés descalços ao trocar fusíveis elétricos.
■ Não passe fios elétricos por baixo de tapetes. Isso pode causar incêndios. 



Instalações elétricas
■ Faça periodicamente um exame completo na instalação elétrica, verificando o estado de conservação e limpeza de todos os componentes. Substitua peças defeituosas ou em más condições e verifique o funcionamento dos circuitos.
■ Utilize sempre materiais de boa qualidade.
■ Acréscimos de carga (instalação de novos equipamentos elétricos) podem causar aquecimento excessivo dos fios condutores e maior consumo de energia, resultando em curtos-circuitos e incêndios. Certifi que-se de que os cabos e todos os componentes do circuito suportem a nova carga.
■ Incêndios em aparelhos elétricos energizados ou em líquidos inflamáveis (óleos, graxas, vernizes, gases) devem ser combatidos com extintores de CO2 (gás carbônico) ou pó químico.
■ Incêndios em materiais de fácil combustão, como madeira, pano, papel, lixo, devem ser combatidos com extintores de água.
■ Em ligações bifásicas, o desequilíbrio de fase pode causar queima de fusíveis, aquecimento de fios ou mau funcionamento dos equipamentos. Corrija o desequilíbrio transferindo alguns aparelhos da fase mais carregada para a menos carregada (ver item 4.2.5.6 da norma NBR5410).
■ As emendas de fios devem ser bem feitas, para evitar que se aqueçam ou se soltem. Depois de emendá los, proteja-os com fita isolante própria para fios.
■ Evite condutores de má qualidade, pois eles prejudicam a passagem da corrente elétrica, superaquecem e provocam o envelhecimento acelerado da isolação.
■ Confira, na placa de identificação do aparelho ou no manual de instrução a tensão e a potência dos eletrodomésticos a serem instalados. Quanto maior a potência do eletrodoméstico, maior o consumo de energia.
■ Fusíveis são dispositivos de proteção contra sobrecarga ou curto-circuito na instalação elétrica. Quando um fusível derreter ou fundir, desligue a chave e troque-o por um novo, de igual amperagem.
■ Não substitua fusíveis por moedas, arames, fios de cobre ou qualquer outro objeto inadequado. Isso elimina o principal dispositivo de segurança contra a queima de equipamentos e lâmpadas.
■ É recomendada a troca de fusíveis por disjuntores termomagnéticos, que são mais seguros e não precisam de substituição em caso de anormalidade no circuito.
■ Não instale interruptor, fusível ou qualquer outro dispositivo no fio neutro.
■ A fuga de corrente é semelhante a um vazamento de água: paga-se por uma energia desperdiçada. Ela pode acontecer por causa de emendas malfeitas, fios desencapados ou devido à isolação desgastada, aparelhos defeituosos e consertos improvisados. Utilize interruptores diferenciais residuais (DR) para evitar este tipo de problema.

IMPORTANTE: Essas dicas servem apenas para conhecimento, pois quando você conhece pode cobrar, lembre-se que todo serviço elétrico comente deve ser feito por profissionais qualificados e com seus EPIs. Com energia elétrica não se brinca.


Fonte: Manual e Catalogo do Eletricista - 2009 / Schneider Electric

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Dispositivo DR