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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

SEGURANÇA COM ELETRICIDADE

Ao executar uma instalação elétrica, ou durante sua manutenção, procure tomar os seguintes cuidados:

■ Antes de qualquer intervenção, desligue a chave geral (disjuntor ou fusível).

■ Teste sempre o circuito antes de trabalhar com ele, para ter certeza de que não está energizado.
■ Desconecte os plugues durante a manutenção dos equipamentos.
■ Leia sempre as instruções das embalagens dos produtos que serão instalados.
■ Utilize sempre ferramentas com cabo de material isolante (borracha, plástico, madeira etc). Dessa maneira, se a ferramenta que você estiver utilizando encostar acidentalmente em uma parte energizada, será menor o risco de choque elétrico.
■ Não use jóias ou objetos metálicos, tais como relógios, pulseiras e correntes, durante a execução de um trabalho de manutenção ou instalação elétrica.
■ Use sempre sapatos com solado de borracha. Nunca use chinelos ou calçados do gênero – eles aumentam o risco de contato do corpo com a terra e, conseqüentemente, o risco de choques elétricos.
■ Nunca trabalhe com as mãos ou os pés molhados.
■ Utilize capacete de proteção sempre que for executar serviços em obras onde houver andaimes ou escadas. 

Instalação de chuveiros elétricos
■ Chuveiros e torneiras elétricas devem ser aterrados.
■ Instale o fio terra corretamente, de acordo com a orientação do fabricante.
■ Pequenos choques, fios derretidos e cheiro de queimado são sinais de problemas que precisam ser corrigidos imediatamente.
■ Não mude a chave verão-inverno com o chuveiro ligado
■ Nunca diminua o tamanho da resistência para aquecer mais a água. É possível a substituição do chuveiro por outro mais potente, desde que adequado à fiação existente. Não reaproveite resistências queimadas. 


Instalação de antenas
■ Instale a antena de TV longe da rede elétrica. Se a antena tocar nos fios durante a instalação, há risco de choque elétrico.



Troca de lâmpadas
■ Desligue o interruptor e o disjuntor do circuito antes de trocar a lâmpada.
■ Não toque na parte metálica do bocal nem na rosca enquanto estiver fazendo a troca.
■ Segure a lâmpada pelo vidro (bulbo). Não exagere na força ao rosqueá-la.
■ Use escadas adequadas.


Tomadas e equipamentos
■ Coloque protetores nas tomadas.
■ Evite colocar campainhas e luminárias perto da cortina.
■ Não trabalhe com os pés descalços ao trocar fusíveis elétricos.
■ Não passe fios elétricos por baixo de tapetes. Isso pode causar incêndios. 



Instalações elétricas
■ Faça periodicamente um exame completo na instalação elétrica, verificando o estado de conservação e limpeza de todos os componentes. Substitua peças defeituosas ou em más condições e verifique o funcionamento dos circuitos.
■ Utilize sempre materiais de boa qualidade.
■ Acréscimos de carga (instalação de novos equipamentos elétricos) podem causar aquecimento excessivo dos fios condutores e maior consumo de energia, resultando em curtos-circuitos e incêndios. Certifi que-se de que os cabos e todos os componentes do circuito suportem a nova carga.
■ Incêndios em aparelhos elétricos energizados ou em líquidos inflamáveis (óleos, graxas, vernizes, gases) devem ser combatidos com extintores de CO2 (gás carbônico) ou pó químico.
■ Incêndios em materiais de fácil combustão, como madeira, pano, papel, lixo, devem ser combatidos com extintores de água.
■ Em ligações bifásicas, o desequilíbrio de fase pode causar queima de fusíveis, aquecimento de fios ou mau funcionamento dos equipamentos. Corrija o desequilíbrio transferindo alguns aparelhos da fase mais carregada para a menos carregada (ver item 4.2.5.6 da norma NBR5410).
■ As emendas de fios devem ser bem feitas, para evitar que se aqueçam ou se soltem. Depois de emendá los, proteja-os com fita isolante própria para fios.
■ Evite condutores de má qualidade, pois eles prejudicam a passagem da corrente elétrica, superaquecem e provocam o envelhecimento acelerado da isolação.
■ Confira, na placa de identificação do aparelho ou no manual de instrução a tensão e a potência dos eletrodomésticos a serem instalados. Quanto maior a potência do eletrodoméstico, maior o consumo de energia.
■ Fusíveis são dispositivos de proteção contra sobrecarga ou curto-circuito na instalação elétrica. Quando um fusível derreter ou fundir, desligue a chave e troque-o por um novo, de igual amperagem.
■ Não substitua fusíveis por moedas, arames, fios de cobre ou qualquer outro objeto inadequado. Isso elimina o principal dispositivo de segurança contra a queima de equipamentos e lâmpadas.
■ É recomendada a troca de fusíveis por disjuntores termomagnéticos, que são mais seguros e não precisam de substituição em caso de anormalidade no circuito.
■ Não instale interruptor, fusível ou qualquer outro dispositivo no fio neutro.
■ A fuga de corrente é semelhante a um vazamento de água: paga-se por uma energia desperdiçada. Ela pode acontecer por causa de emendas malfeitas, fios desencapados ou devido à isolação desgastada, aparelhos defeituosos e consertos improvisados. Utilize interruptores diferenciais residuais (DR) para evitar este tipo de problema.

IMPORTANTE: Essas dicas servem apenas para conhecimento, pois quando você conhece pode cobrar, lembre-se que todo serviço elétrico comente deve ser feito por profissionais qualificados e com seus EPIs. Com energia elétrica não se brinca.


Fonte: Manual e Catalogo do Eletricista - 2009 / Schneider Electric

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tarifa de energia cairá 25% com renovação de concessões das usinas

Eletricidade
Qui, 22 de Setembro de 2011 08:54
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já prevê redução em torno de 25% para as tarifas de hidrelétricas, cujas concessões estão terminando em 2015. Com isso, o preço do megawatt-hora (MWh) da energia produzida por essas usinas deverá cair para R$ 70 a R$ 75, uma média atualizada pelo IPCA das tarifas obtidas nos leilões dos três últimos grandes empreendimentos hidrelétricos - Santo Antônio, Jirau e Belo Monte.

Além disso, os reajustes anuais pelo IPCA podem ser substituídos por revisões tarifárias a cada quatro ou cinco anos, em um esforço para desindexar a economia brasileira.

Quem defende essa tese é Edvaldo Alves de Santana, decano na diretoria colegiada da Aneel, ressalvando que não fala em nome da agência. Para o mercado, no entanto, trata-se de uma importante sinalização, dada a afinidade de Santana com a presidente Dilma Rousseff, responsável por sua indicação, quando ainda era ministra da Casa Civil.

Tudo indica que as concessões serão renovadas, mas com redução de tarifas, segundo Santana. Ele afirma que "poucas usinas" ainda não foram totalmente amortizadas. Uma é a hidrelétrica de Xingó, no rio São Francisco, cuja concessão pertence à Chesf. O recado do diretor é claro: empresas como a estatal paulista Cesp, que diz ter R$ 4 bilhões em investimentos não amortizados nas usinas com concessões expirando em 2015, têm pouca chance de sucesso se insistirem nisso. "A Aneel tem informações sobre os ativos de todas as concessões", avisa Santana.

De acordo com ele, o custo contábil das usinas amortizadas é muito pequeno e poderia baixar drasticamente as tarifas. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) calcula em R$ 91 por MWh o preço médio das 112 hidrelétricas com concessões vencendo em 2015. Elas somam mais de 18 mil MW em capacidade instalada, quase 20% do parque gerador brasileiro.

Para a entidade, caso a amortização dos investimentos seja descontada, a tarifa pode cair para a faixa de R$ 20 por MWh. A Fiesp defende a relicitação das hidrelétricas no final das concessões.

Santana diz que o custo contábil de reservatórios como o de Furnas pode chegar perto de R$ 30 por MWh, ainda acima do valor estimado pela Fiesp, mas acha um erro baixar as tarifas para esse patamar. "Isso pode estimular demais o consumo", afirma. "E não se pode incentivar o consumo de algo que, quando é novo, vai ficar muito mais caro".

Para o diretor, é preciso encontrar a "calibragem" adequada entre o custo muito baixo de operação das usinas já amortizadas e o preço mais alto da geração nova, sem "cair na tentação" de reduzir tanto as tarifas. Por isso, recomenda que se tome como referência o "custo marginal de expansão", jargão técnico para designar o preço da energia nova que precisa ser acrescentada ao sistema para atender à demanda crescente.

No entanto, em vez de levar em consideração o custo de empreendimentos mais caros, Santana sugere ao governo basear-se na média das tarifas obtidas nos leilões de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte, que tiveram forte deságio em relação à tarifa máxima na licitação. Com a provável renovação das concessões, o governo pode forçar a queda de tarifas, mas sem provocar desequilíbrios, diz.

Santana destaca ainda a possibilidade de tirar o reajuste anual dos contratos. Desde o primeiro leilão de energia pelo novo modelo do setor elétrico, em 2005, o governo trocou o IGP-M pelo IPCA. A tentativa era minimizar os efeitos de variações fortes da taxa de câmbio nas tarifas das geradoras. "Agora, já estamos maduros o suficiente para aceitar uma atualização das tarifas a cada quatro anos e compartilhar um pouco o risco."

Fonte: Valor Econômico/Daniel Rittner | De Brasília

Itaipu implanta novo sistema de proteção das linhas de transmissão até Furnas

Eletricidade
Seg, 26 de Setembro de 2011 07:11
A Diretoria Técnica da Itaipu começou na última quarta-feira (21) a instalação do novo sistema de proteção das linhas de transmissão que levam a energia produzida na usina até a subestação de Furnas. Os equipamentos atuais, com tecnologia estática, serão substituídos por digitais, considerados mais seguros e confiáveis. A previsão é que o trabalho seja concluído até o final do primeiro semestre de 2012.

A modernização dos equipamentos começou a ser discutida ainda em 2005. De acordo com o engenheiro José Chiaradia Siqueira, da Divisão de Engenharia Eletromecânica (ENEE.DT), o atual sistema é antigo, com mais de 25 anos, e defasado tecnologicamente. Além disso, o fabricante original deixou de produzir o equipamento – só o faz por encomenda –, o que dificulta a aquisição de peças de reposição.

O processo de licitação internacional para troca do sistema foi lançado em 2006 e vencido pela empresa ABB, com sedes na Suécia e na Suíça. A ordem de serviço foi assinada em 28 de janeiro de 2008. O contrato, no valor de R$ 3,4 milhões, prevê a elaboração dos projetos, a fabricação e, finalmente, a instalação dos painéis de proteção – que começou nesta semana.

Os novos equipamentos, chamados de Dispositivos Eletrônicos Inteligentes (IED, na sigla em inglês), são microprocessados, capazes de executar funções de proteção, automação, comunicação e controle. “Ele é mais seguro porque foi submetido a ensaios de modelo em simuladores de tempo real para prever seu comportamento no sistema elétrico de Itaipu e validar seus ajustes antes de sua entrada em operação”, disse Chiaradia.

“Nestes ensaios, são previstas várias condições de operação e perturbações no sistema elétrico para obter um ajuste adequado e comprovar o desempenho do IED na proteção das linhas de transmissão”, acrescentou.

Segundo ele, o novo equipamento “permitirá, por exemplo, implementar lógicas de controle e proteção que o equipamento atual não permite e que poderão evitar interrupções no fornecimento de energia”.


Como é feito
No total, são oito linhas de transmissão até a subestação de Furnas, com extensão entre oito e onze quilômetros, além outras duas linhas seccionadas, para atender a Administração Nacional de Eletricidade (Ande), a concessionária de energia do Paraguai. De Furnas, a energia produzida na Itaipu é interligada ao sistema elétrico brasileiro.

Segundo o engenheiro, a troca do sistema de proteção será feita linha por linha, com duas frentes de trabalho simultâneas: uma no terminal de Itaipu, na subestação isolada a gás (cota 128), e outra em Furnas. Para não haver prejuízo no fornecimento de energia, somente após a conclusão do serviço em uma linha, começará a instalação em outra, sempre com a autorização do Operador Nacional do Sistema (ONS).

12 dias para cada linha
Para cada linha, estão previstos aproximadamente 12 dias de trabalho, mobilizando de 15 a 20 profissionais. Tempo suficiente para desligar os equipamentos nos quatro painéis (dois na Itaipu e dois em Furnas), remover a fiação (mais de mil fios, no total), instalar os novos equipamentos e religar todos os fios (acrescentando um novo conjunto de fibra óptica). No final, o sistema será testado antes de entrar em operação.

“O ONS avalia a condição operacional do sistema elétrico brasileiro para decidir se é possível fazer o trabalho no período programado, baseando-se nas previsões de carga do sistema elétrico, condições climáticas e meteorológicas, ou ainda na previsão de vazões e gestão de reservatórios”, completou Chiaradia.

Fonte:H2Foz

'Gatos' geram prejuízo de mais de R$ 400 mi para Eletrobras Amazonas

Eletricidade
Qua, 28 de Setembro de 2011 07:57
DE MANAUS - A Eletrobras Amazonas Energia anunciou que deixou de faturar R$ 426 milhões em Manaus em 2010 por causa de desvios, fraudes nos medidores e ligações clandestinas em sua rede.

Os desvios que utilizam os chamados "gatos" equivalem a 30% de toda a energia distribuída pela companhia na capital do Estado.

As ligações clandestinas são feitas por cerca de mil empresas, entre lojas, indústrias, fazendas e até órgãos de serviços públicos, segundo a Eletrobras Amazonas.

Tramitam na Justiça 1.830 ações de cobrança contra pessoas físicas e outras 454 contra pessoas jurídicas, segundo a companhia.

Calcula-se que 83% da energia ofertada é gerada a partir do gás natural extraído da província petrolífera de Urucu.

O diretor de Geração, Transmissão e Operações da empresa, Tarcísio Estefano Rosa, afirma que os "gatos" trazem prejuízos tanto para a Eletrobras Amazonas como para quem paga a conta.

Associadas ao crescimento desordenado da cidade e à falta de fiscalização, as ligações clandestinas causam perdas da qualidade do serviço, diz Rosa. "Tem muita gente extraindo energia [de graça] e o outro lado [está] pagando a conta."

Rosa diz que a empresa implantará redes que impedem a ligação clandestina e fará uma campanha de conscientização.

"Recentemente, um eletricista foi ameaçado por bandidos com arma de fogo ao tentar desligar o 'gato'".

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eletricidade sem fio começa a sair do papel

Quem nunca passou pelo inconveniente de precisar usar um equipamento eletrônico e não poder porque a bateria acabou e o carregador não está à mão, ou não existe nenhuma tomada por perto? Não seria ótimo se fosse possível dispensar os fios na hora de ligar o aparelho ou mantê-lo conectado à rede elétrica?

Se você acha que a ideia é coisa de filme de ficção científica, saiba que a tecnologia de eletricidade sem fio existe e, apesar de incipiente, está avançando. Hoje já é possível recarregar o celular, o iPod e outros equipamentos eletrônicos sem ter de ligá-los à tomada ou ao computador. Transformar a bancada da cozinha ou a mesa do escritório em uma grande tomada, à qual bastará sobrepor um dispositivo eletrônico - um liquidificador ou uma cafeteira, por exemplo - é só uma questão de tempo.

Entraves
A padronização do sistema de eletricidade sem fio, um passo essencial para sua adoção em larga escala, está em curso por meio do Wireless Power Consortium, que reúne 21 empresas. Entre os integrantes da iniciativa estão Research In Motion (RIM), a fabricante do celular BlackBerry, e a Energizer, dona das pilhas de mesmo nome. Outras companhias, como Texas Instruments, Intel e RCA pesquisam meios para tonar esses cenários em realidade.

As companhias americanas Pure Energy e Powermat já vendem dispositivos que ainda não dispensam totalmente os fios, mas indicam essa tendência. Os produtos estão disponíveis em redes de varejo nos Estados Unidos e na Europa a preços que variam entre US$ 29,99 e US$ 99,99, dependendo do tipo e do modelo de aparelho que será carregado.

Em linhas gerais, trata-se de uma espécie de adaptador que é colocado na parte externa de um celular ou iPod, por exemplo. Esse plug permite que os aparelhos sejam recarregados quando colocados em cima de uma base que vem junto com o kit. Essa base precisa estar conectada à energia elétrica.

Para dar o passo seguinte e eliminar o adaptador, a Pure Energy e a Powermat vêm trabalhando com os fabricantes de eletrônicos para embutir a tecnologia nas baterias ou dentro dos dispositivos. Em setembro do ano passado, a Dell lançou o notebook Latitude Z, que vem com uma base para recarga sem fio. O modelo custa entre US$ 2 mil e US$ 2,4 mil no site da empresa nos EUA.

Segundo Kevin Kruse, vice-presidente global de vendas da Powermat, a empresa já tem acordo com a RIM, e conversa com outros fabricantes para que eles também integrem a eletricidade sem fio a seus produtos. O Brasil está nos planos da companhia, diz o executivo, sem adiantar os detalhes da operação.

Avanços
O estágio considerado ideal, no entanto, é permitir que a transmissão seja feita inteiramente pelo ar, sem a necessidade de adaptadores ou bases de contato. Várias companhias estão investindo nesse tipo de pesquisa. Em 2008, a Intel apresentou um protótipo que fez uma lâmpada de 60 watts acender a uma distância de alguns metros da fonte de energia. Em sua palestra na Consumer Electronics Show (CES), realizada em Las Vegas na semana passada, o executivo-chefe da companhia, Paul Otellini, afirmou que as pesquisas prosseguem para ampliar a distância.

Ainda na CES, a RCA - mais conhecida por seus sistemas de áudio - apresentou um produto sob o mesmo conceito, com a diferença de que a energia não vem da rede elétrica, e sim do sinal emitido pelos pontos de acesso à internet sem fio (WiFi).

Batizada de Airnergy, a criação da RCA funciona como uma bateria externa que pode ser conectada a diversos dispositivos. A previsão é de que o produto chegue ao mercado no meio do ano, a US$ 40.

O que vem por aí
Ainda no primeiro trimestre, outro anúncio pode movimentar o mercado. A fabricante de chips Texas Instruments planeja lançar um kit de desenvolvimento que permitirá a pessoas e empresas de todo o mundo criar produtos que dispensam os fios na conexão à rede elétrica. O kit custará US$ 295. No estande da empresa na CES, chamava a atenção um liquidificador em cima de uma bancada. Sem nenhum fio, o aparelho parecia mais uma peça de demonstração. Bastava apertar qualquer botão, no entanto, para o equipamento entrar em funcionamento. O aparelho podia ser deslocado para qualquer posição dentro de um raio de um metro quadrado, sem parar de funcionar.

A corrida pela eletricidade sem fio é estimulada pela disseminação dos aparelhos portáteis, que tem obrigado empresas de vários setores a criar baterias com autonomia cada vez maior. O princípio que norteia a tecnologia, porém, é muito mais antigo. No século XIX, o engenheiro elétrico Nicola Tesla já fazia demonstrações primitivas relacionadas à eletricidade sem fio. Apesar do esforço, as pesquisas acabaram abandonadas porque seu desenvolvimento foi considerado caro demais. Séculos e pesquisas depois, o conceito começa a sair do papel.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

NR 17 – Ergonomia

          As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos, às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.

Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas e painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização, operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:

a. Ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;

b Ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;

c. Ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais.
 
              Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa. A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.

          Os níveis mínimos de iluminação a serem observados nos locais de trabalho são os valores de iluminâncias estabelecidos na NBR 5413, norma brasileira registrada no INMETRO.


        A medição dos níveis de iluminação deve ser feita no campo de trabalho onde se realiza a tarefa visual, utilizando-se um luxímetro com fotocélula corrigida para a sensibilidade do olho humano e em função do ângulo de incidência.  

ANIMAÇÃO COM A TURMA DO NAPO SOBRE ERGONOMIA NR-17
      


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Uso do Multímetro - O melhor Amigo do Eletricista -


Um multímetro digital tem a facilidade de mostrar diretamente em seu display de cristal líquido o valor numérico da grandeza que está sendo medida, o valor é mostrado diretamente por isso não é preciso fazer multiplicações como acontece ao utilizar multímetros analógicos.




Um multímetro digital pode ser utilizado para diversos tipos de medidas, os três tipos de medidas mais comuns são:



- Medir tensão elétrica (medida do nível de tensão elétrica medida em volts, cujos símbolos podem ser ACV se a tensão for alternada, DCV se a tensão for contínua).



- Medir a intensidade de corrente elétrica (medida em ampère cujo símbolo é A (em maiúsculo)).



- Medir resistência elétrica (medida em Ohms, cujo símbolo é a letra Omega).



Além destas medidas, um multímetro digital pode ter escalas para outras medidas específicas como: temperatura, freqüência, semicondutores (que é a escala indicada pelo símbolo de um diodo), capacitância, ganho de transistores, continuidade, e outros tipos de medidas.



Nos multímetros digitais o valor da escala já indica o máximo valor a ser medido por ela, independente da grandeza, uma indicação de valores encontrados na prática para estas escalas pode ser vista a seguir:



Escalas de tensão contínua: 200mV, 2V, 20V, 1000V ou 200m, 2, 20, 1000.



Escalas de tensão alternada: 200V, 750V ou 200, 750.



Escalas de resistência: 200, 2000, 20K, 200K, 2M ou 200, 2K, 20K, 200K, 20000K.



Escalas de corrente contínua: 200u, 2000u, 20m, 200m, 2A, 20A ou 200u, 2m, 20m, 200m, 2, 10.



Escalas de corrente alternada: 2A, 10A ou 2, 10.



A seleção entre as escalas geralmente é feita através de uma chave rotativa, mas também existem multímetros em que a seleção da grandeza a ser medida deve ser feita através de chaves de pressão, também existem multímetros que não tem nenhuma chave, neste caso será um multímetro digital de auto-range, ou seja, ele mesmo seleciona a grandeza e a escala que esta sendo medida automaticamente.



Também podem ser encontrados multímetros que tem apenas uma escala para tensão, uma escala para corrente e uma escala para resistência, este tipo de multímetro também é auto-range, nele não é preciso procurar uma escala específica para se medir um determinado valor de uma grandeza, apenas selecionar a seção da grandeza que será feita a medida.



Na utilização de multímetros em geral, principalmente em multímetros digitas, o mais importante ao usar um multímetro digital é saber selecionar a seção correta e a escala correta para o tipo da medição a ser feita.



Veja a seguir algumas grandezas com seus respectivos nomes nas escalas dos multímetros:



Tensão contínua = VCC, DCV, VDC (ou apenas um V (em maiúsculo) com duas linhas sobre ele, uma linha tracejada e a outra linha continua).



Tensão alternada = VCA, ACV, VAC (ou um V (em maiúsculo) com um ~ (til) sobre ele).



Corrente contínua = DCA, ADC (ou um A (em maiúsculo) com duas linhas sobre ele, uma linha tracejada e uma linha continua).



Corrente alternada = ACA (ou um A (em maiúsculo) com um ~ (til) sobre ele).



Resistência = Ohms, cujo símbolo é a letra Omega do alfabeto grego.



Para medirmos uma tensão é necessário que conectemos as pontas de prova em paralelo com o ponto a ser medido, se a intenção for a de medir o nível de tensão aplicada sobre uma lâmpada devemos colocar uma ponta de prova de cada um dos terminais da lâmpada, este é um exemplo de uma medição em paralelo.



Para medirmos a intensidade de uma determinada corrente com um multímetro digital, devemos colocar o multímetro em série com o ponto a ser medido.



Se a intenção é medir a intensidade de corrente que circula por uma lâmpada devemos desligar um lado da lâmpada, encostar-se a este ponto uma ponta de prova e a outra ponta de prova deve ser encostado no fio que soltamos da lâmpada, este é um procedimento de uma ligação em série.



É interessante deixar claro, que a grande maioria dos multímetros digitais só medem corrente contínua, por isso não devem ser utilizados para se medir intensidade de corrente alternada fornecida pela rede elétrica.



A corrente contínua é encontrada em baterias, dínamos, pilhas e nos conversores de tensão de corrente alternada em tensão e corrente continua, que são as fontes de alimentação.



Para executar a medida de resistência deve-se desligar todos os pontos da peça a ser medida e encostarmos uma ponta de prova em cada terminal da peça, se for o caso de medir a resistência de uma lâmpada incandescente encostamos uma ponta de prova na rosca e outra na parte inferior e metálica do conector da lâmpada.



Todos os tipos de medidas devem ser feitas com critério e em nenhuma hipótese devem ser encostadas as mãos ou qualquer parte do corpo em nenhuma ponta de prova ou parte metálica durante a medida, caso isto venha a acontecer, o risco de levar um choque é grande além de eletricamente ter uma leitura errada, o interessante para quem não tem prática é treinar bastante manipulando as pontas antes de começar a medir qualquer coisa que encontre.



É importante observar e estar atendo para o fato de que a grande maioria dos multímetros digitais tem 3 ou 4 bornes para a ligação das pontas de prova.



Geralmente, apenas um borne é comum, os outros bornes servem para medição de tensão, resistência e corrente, observe a indicação dos bornes que sempre mostram para qual grandeza ou escala ele pode ser usado, tenha em mente os parâmetros a seguir:



O borne comum, normalmente é indicado por COM, e é onde deve estar sempre ligada a ponta de prova preta.



O borne indicado por V/Ohms/mA é onde deve estar conectada a ponta de prova vermelha para a medição de tensão (contínua ou alternada), resistência e corrente na ordem de miliamperes.



Borne indicado por A é onde deve estar a ponta de prova vermelha para a medição de corrente continua ou alternada, lembre-se que a grande maioria dos multímetros digitais não mede corrente alternada, é altamente recomendável que seja verificada a existência de uma escala no instrumento antes de fazer a medição da intensidade de corrente alternada.



O quarto borne em um multímetro pode ser utilizado para a medição de corrente contínua mais intensa, geralmente o máximo é de até 10A, neste caso a indicação no borne seria 10A ou 10 ADC.



Quando um multímetro apresenta escalas para medição de capacitância ou ganho (beta) de transistores normalmente eles têm conectores específicos para esta finalidade.



Estes conectores estão indicados no painel do instrumento, e é bom lembrar que os capacitores devem ser sempre descarregados antes de fazer qualquer medição.



Para descarregar capacitores coloque os seus dois terminais em curto usando uma chave de fenda, e se o capacitor tiver mais de um terminal positivo, os terminais deverão ser colocados em curto com o terra um a um.



Os multímetros digitais normalmente mostram uma indicação de que a bateria está se esgotando, isto normalmente é feito através de um símbolo de bateria que aparece continuamente ou que fica piscando no display.



Quando o símbolo de bateria estiver piscando troque a bateria, pois os multímetros digitais com bateria fraca costumam apresentar uma grande margem de erro em suas leituras.



Caso uma leitura precise ser monitorada durante um longo tempo este problema poderá fazer com que você acredite que uma tensão, ou corrente, está variando, quando ela está fixa e na verdade é a bateria do multímetro que está fraca.



A chave de liga-desliga de um multímetro digital pode ser uma das posições da chave rotativa como pode ser uma chave ao lado do instrumento, se vão vai utilizar deixe desligado o multímetro.



A maioria dos multímetros digitais que existem a venda são chamados de multímetros digitais de 3 ½ dígitos (3 dígitos e meio), isto quer dizer que ele é capaz de medir grandezas de até 3 números completos mais meio número.



Imagine que você deseja medir uma tensão de 1000V na escala de 1500V, a leitura que aparecerá no display será de 1000, ou seja:



- Primeiro número = 1, este dígito é considerado ½ dígito pois não pode assumir outro valor maior que 1.



- Segundo número = 0, este dígito é considerado um dígito inteiro, pois pode assumir valores entre 0 e 9.



- Terceiro número = 0, este dígito também é considerado um digito inteiro, pois pode assumir valores entre 0 e 9.



- Quarto número = 0, este dígito também é considerado um digito inteiro, pois pode assumir valores entre 0 e 9.



Um multímetro de 3 ½ dígitos ao ser ligado aparece no display apenas três dígitos, é assim mesmo caso esteja ligado em uma escala de tensão ou de corrente, e nas escalas de medida de resistência aparecerá um número 1 no lado esquerdo do display.





quinta-feira, 28 de julho de 2011

Você conhece o “Programa Casa Segura”?

Você conhece o “Programa Casa Segura”?

O Programa Casa Segura é uma iniciativa que reúne algumas empresas que preocupam-se com o seu bem estar e de sua família. É isso mesmo!!!!
Sabemos que a eletricidade nos cerca, basta você olhar ao seu redor que você notará que ela está em todo lugar trasendo a você diversos benefícios e comodidades, não é mesmo?

Será que estamos atentos aos riscos que a eletricidade nos sujeita?

É por este motivo que apresento a vocês o “Programa Casa Segura”. Baseado nas normas que regem as instalações elétricas que nos acompanha no dia a dia, este programa irá mostrar-lhe os riscos e as prevenções cabíveis a diversas situações.

Assista este vídeo e veja este excelente trabalho:




""Nada é mais importante do que a vida. Mas em muitos casos as pessoas só se dão conta disso quando o pior acontece…
Com eletricidade não se brinca! Estamos sujeitos a levar choques elétricos ou causar acidentes devido ao mau uso da energia elétrica.""

Tipos de Manutenção

Conforme apresentado anteriormente, o processo evolutivo da manutenção foi caracterizado por etapas na busca de melhores desempenhos e, como consequência, maior eficiência com a redução de custo. Essa evolução dividiu a manutenção de forma conceitual, refletindo nas estratégias formuladas nos equipamentos, constituindo os sistemas de manutenções estabelecidos para cada planta industrial.
Podemos dividir os sistemas de manutenção em:


▪▪ Manutenção corretiva.
▪▪ Manutenção preventiva.
▪▪ Manutenção preditiva.

Manutenção Corretiva



A manutenção corretiva é a modalidade mais antiga de manutenção. Surgiu nos meados do século XIX durante a revolução industrial. É aquela de atendimento imediato, ou seja, esse tipo de manutenção significa restaurar ou corrigir o funcionamento da máquina. Para esse tipo de manutenção, o manutentor deverá estar capacitado a:
▪▪ Localizar, mediante um plano de trabalho, possíveis defeitos em máquinas, instalações ou equipamentos.
▪▪ Desmontar, total ou parcialmente, os equipamentos, utilizando técnicas que assegurem uma montagem correta
▪▪ Avaliar a necessidade de substituição de peças e executar esta tarefa adequadamente.

▪▪ Recuperar peças, caso necessário.
▪▪ Lubrificar e ajustar peças e componentes
▪▪ Ter pleno conhecimento do funcionamento das máquinas e componentes para executar testes após a montagem

Podemos considerar que existem dois tipos de manutenção corretiva: a não planejada e a planejada.

A manutenção corretiva não planejada normalmente implica em altos custos, pois a quebra inesperada pode gerar perdas de produção e deficiência na qualidade do produto.

A manutenção corretiva planejada ocorre quando percebemos que o equipamento não está trabalhando como deveria. Ela é mais barata, rápida e mais segura que a manutenção corretiva não planejada. Mesmo quando a gerência decidir deixar o equipamento funcionar até quebrar, pode-se considerar a manutenção corretiva planejada, assim, providenciando as peças necessárias para substituição.

Manutenção Preventiva


O termo manutenção preventiva é muito abrangente e deve significar um conjunto de ações que visam prevenir a quebra.

A manutenção preventiva obedece a um padrão esquematizado, que estabelece paradas periódicas com finalidade de permitir a substituição das peças desgastadas por peças novas, assegurando assim o perfeito funcionamento das máquinas por um período pré determinado. Para que isso ocorra, é necessário que haja o controle de todas as máquinas, por meio de um histórico arquivado com dados de peças e equipamentos fornecidos pelos fabricantes, para que assim possa ser realizado um planejamento das verificações e substituições necessárias.

Manutenção Preditiva


É aquela que indica as condições reais de funcionamento das máquinas, com base em dados que informam o seu desgaste ou processo de degradação. Trata-se da manutenção que prediz o tempo de vida útil dos componentes, das máquinas, equipamentos e as condições para que esse tempo de vida útil seja bem aproveitado.


Manutenção preditiva: É o tipo de manutenção que apresenta os melhores resultados.







quarta-feira, 27 de julho de 2011

Animação de Segurança no Trabalho com a turma do NAPO

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Animação de Segurança no Trabalho com a turma do NAPO


Situação de Piso Molhado

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eletricidade Estática, entenda e saiba como evitar.




UM EXEMPLO DE ACIDENTE COM ELETRICIDADE ESTÁTICA EM POSTO DE COMBUSTIVEL. VEJA O VIDEO LOGO ABAIXO.

 

 

 

 

 

 

 

 

 UM EXEMPLO DA ELETRICIDADE ESTÁTICA COM COMPONENTES ELETRÔNICOS.





Os vendedores precisam saber sobre os perigos da eletricidade estática para não estragarem as peças que vendem, como HD's,placas mãe, placas de vídeo, processadores e memórias. É fácil tomar os cuidados para que os estragos não aconteçam.


O computador  novinho em folha já veio com alguns problemas de mau funcionamento. O outro, depois de alguns meses de uso, passou a apresentar defeito na memória. Qual é o usuário que nunca viu essas coisas acontecerem? Esses são apenas alguns exemplos de problemas inexplicáveis existentes em PC”s novos ou com poucos meses de uso. As descargas eletrostáticas (ESD) que ocorreram quando os componentes foram tocados com as mãos pelos vendedores, técnicos e usuários, foram as responsáveis por esses defeitos. Tais problemas seriam evitados se essas pessoas tomassem os devidos cuidados, o que por sinal não dá trabalho algum. 


Vejamos então o que são as descargas eletrostáticas, os problemas que causam e como evitá-las.


Como ocorrem as descargas eletrostáticas:
As descargas eletrostáticas ocorrem quando tocamos placas e chips com as mãos. Quando o vendedor coloca uma placa na vitrine, ou quando cola e escreve aquela “etiqueta da garantia”, ou quando ele retira ou coloca uma placa, chip ou disco rígido na embalagem. Ocorre quando o técnico ou o usuário segura as peças para fazer a instalação. Os vendedores e técnicos deveriam tomar cuidado. Afinal as peças que estão manuseando não pertencem a eles, e sim ao usuário que irá comprá-las. 



O que são as descargas eletrostáticas: 
Todos se lembram de um belo dia, lá por volta da sexta série do primeiro grau, quando na aula de ciências é apresentada uma experiência com eletricidade estática. Esfregamos uma caneta nos cabelos ou no casaco, tornando-a eletrificada. A caneta passa a atrair para si, pequenos pedacinhos de papel. Os elétrons acumulados na caneta são os responsáveis por esta atração. Quaisquer materiais, quando friccionados entre si, produzem quantidades maiores ou menores de eletricidade estática. Ao se levantar de uma cadeira forrada com material plástico, retirar um casaco de lã ou mesmo ao andar por um carpete, o corpo humano acumula cargas suficientes para gerar uma tensão de alguns milhares de volts. Certamente você já deve ter tomado algum dia, um choque ao abrir a porta de um automóvel, ou mesmo uma porta comum. Tensões estáticas superiores a 3000 volts são percebidas por nós, na forma de um pequeno choque. Tensões mais baixas não chegam a provocar choques, por isso tendemos a não acreditar nas descargas eletrostáticas. Para danificar um chip de memória ou um processador, bastam algumas dezenas de volts. Não notamos descargas inferiores a 3000 volts porque a sua duração é muito pequena, apenas alguns bilionésimos de segundo. Mas os chips sentem a descarga e estragam. 



Os estragos causados pelas descargas eletrostáticas:Descargas eletrostáticas podem causar dois tipos de falhas... catastróficas e latentes. As falhas catastróficas são as mais fáceis de serem percebidas. A placa, chip ou disco rígido simplesmente não funcionam, mesmo quando novos. O usuário compra um módulo de memória, o vendedor o toca com as mãos. Talvez o tenha queimado. O usuário vai instalar o módulo e a memória não funciona. Sendo imediatamente percebida esta falha, o usuário pode ir à loja e solicitar a troca (azar do dono da loja). As falhas latentes são bem piores. O equipamento funciona aparentemente bem, mas depois de alguns meses, semanas ou até dias, a falha é manifestada, de forma permanente ou intermitente. Se ocorrer fora do período de garantia, o azar será seu.







VEJA OS RISCOS. E ALGUNS DELES ATÉ FATAIS.

Os fabricantes avisam: 
Todos os chips, placas e discos rígidos possuem avisos dos seus fabricantes, alertando sobre os perigos da eletricidade estática. Todos os fabricantes, sem exceção, dão este aviso. Infelizmente 99% dos vendedores e usuários, além da maioria dos técnicos, ignoram esses avisos. A vida de um componente eletrônico começa na fábrica com todos os cuidados, de onde sai protegido por embalagens anti-estáticas. A seguir sofre inúmeras descargas durante a venda e instalação, e acaba com falhas catastróficas ou latentes, além de sofrer reclamações de usuários devido a travamentos. Quem está errado? O fabricante? Ou aqueles que não tomam cuidado? O usuário precisa conhecer os perigos da eletricidade estática e cobrar aos técnicos e vendedores para que tenham cuidado. Simplesmente não deveriam comprar em lojas nas quais os vendedores ignoram a eletricidade estática. Cabe a você, um futuro produtor de PC's, tomar os devidos cuidados com a eletricidade estática.

Influência da umidade relativa do ar:
É errado pensar que as descargas eletrostáticas só ocorrem quando o clima é seco. Andar em um carpete pode gerar tensões de 3500 volts se a umidade relativa do ar estiver baixa, ou de apenas 1500 volts se a umidade estiver alta. Esta tensão é mais que suficiente para danificar qualquer chip.
Saiba que quanto menor é a umidade relativa do ar, mais altas serão as voltagens. Muitos técnicos dizem que em cidades úmidas não existe eletricidade estática, mas tal afirmação é falsa. As voltagens são menores nos ambientes mais úmidos, mas ainda assim são suficientes para danificar chips.
Mesmo em um ambiente razoavelmente úmido, as voltagens geradas ainda são muito elevadas. Basta uma descarga de algumas centenas de volts para danificar um chip.

Porque não sentimos choque?
Felizmente não sentimos choque na maior parte das descargas eletrostáticas. Tendemos a não acreditar no perigo devido à ausência de choque. A duração das descargas é tão pequena (bilionésimos de segundo) que não permite estabelecer uma corrente elevada, mesmo sendo a tensão tão alta. Ainda assim é suficiente para danificar os minúsculos transistores que formam os chips. Podemos entender isso através de uma analogia com o fogo. Acenda uma vela e mova o dedo rapidamente sobre o fogo. Se mantivéssemos o dedo parado sobre o fogo, sofreríamos uma queimadura, mas se o passarmos por apenas uma fração de segundo, o calor não será suficiente para causar qualquer sensação de dor. Faça agora a mesma coisa com um fio de cabelo. Por mais rápido que você o passe sobre a chama, ele sempre irá queimar. O mesmo ocorre com as descargas eletrostáticas: a sua duração não é suficiente para causar choque mas dá e sobra para queimar os transistores que formam os chips. Esses minúsculos transistores medem em média, 0,0001 milímetro, portanto são facilmente danificados com descargas comuns.

Como proteger os circuitos: 
É muito fácil evitar as descargas eletrostáticas. Não dá trabalho algum, é só uma questão de cuidado. Vendedores devem manter os produtos dentro das suas embalagens anti-estáticas. Ao retirá-los da embalagem, devem sempre segurar as placas pelas bordas, sem tocar nos chips e conectores. Um HD deve ser segurado pela sua carcaça, e não pela placa de circuito. Processadores devem ser seguros sem que toquemos nos contatos metálicos. Quando um vendedor coloca aquela “etiqueta da garantia”, deve fazê-lo sem tocar nos circuitos. Técnicos e usuários devem tomar os mesmos cuidados, mas como manuseiam os componentes durante muito tempo, precisam ainda realizar uma descarga de segurança. Para isso basta tocar com as duas mãos um corpo metálico, como o gabinete ou a fonte do computador, antes de realizar as instalações de hardware.

Siga então as seguintes regras...
Antes de manusear os equipamentos, toque suas duas mãos em uma janela metálica, não pintada. Se isto não for possível, toque com as duas mãos a fonte de alimentação do computador. Se a fonte for pintada, toque em outra parte do interior do gabinete que seja de metal, e não pintada. Repita esta descarga a cada 15 minutos. Para que esta descarga seja eficiente é preciso que exista um caminho de condução elétrica entre a carcaça do computador e o TERRA da rede elétrica, ou então através do NEUTRO. Para garantir isso, devemos ligar o PC em um filtro de linha desligado ou estabilizador de voltagem desligado. Estando desligado, o filtro ou estabilizador não permitirá a passagem de energia elétrica para o computador durante o seu manuseio. Mesmo estando desligado, o filtro ou estabilizador manterá conectados permanentemente os fios de TERRA e NEUTRO, permitindo que a descarga seja eficiente.



O melhor é usar uma pulseira anti-estática ou um aterramento eficiente.