sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Aterramento do chuveiro



É preciso fazer aterramento para o chuveiro?
SIM

É muito importante fazer um aterramento para o chuveiro, de preferência individual, ou seja, com uma haste de aterramento de 2,4 metros cravada no chão no local livre mais próximo possível (pode ser embaixo da casa, o problema é colocar a haste lá) interligada à saída do aterramento do chuveiro com um fio verde de no mínimo 6 mm2. Se não der para fazer aterramento individual utilize o aterramento que sai do centro medidor (o contador) e aterre ali.

Posso interligar o fio de aterramento com o neutro? Não é inteligente fazer isso. Até se consegue evitar uma descarga elétrica em quem está tomando banho, mas se desvia o curto circuito para todos os aparelhos e lâmpadas da residência, queimando tudo o resto que está ligado à rede.

Se o fio de aterramento for deixado livre qualquer curto-circuito vai direto para quem estiver utilizando o chuveiro. 

Pensem nisso, aterramento não é tão caro assim e pode salvar a nossa vida.

DR - Dispositivo Diferencial Residual


Afinal, onde devo usar DR? A NR-10 obriga o uso em todas instalações externas, internas que alimentem equipamentos instalados em áreas externas e internas que possam vir a ser molhadas.

Tudo bem, mas por exemplo em chuveiros o DR "vive desarmando", o que fazer?
Um bom aterramento para começar, depois utilizar chuveiros blindados. Aquelas duchas comuns não adianta nada querer proteger com DR que vai desarmar mesmo.

Em outros equipamentos o que deve ser feito é equilibrar o circuito trifásico, fazer um bom aterramento e não deixar condutores sem isolação em nenhuma parte da instalação.

Os DR's ou Dispositivo Diferencial Residual não protegem contra curto-circuito nem contra sobrecarga, eles protegem contra fuga de corrente.
Funciona mais ou menos assim: toda corrente elétrica que vai pela fase retorna pelo neutro (sim existe corrente no neutro, o que não tem é potência que foi consumida pelo equipamento ligado há rede). Quando isso não acontece, há uma fuga de corrente que quando é maior que 30 mA (miliamperes) faz com que o DR desarme.
Num circuito trifásico não há corrente no neutro, o equilíbrio acontece entre as 3 fases. Quando acontece um desequilíbrio surge corrente no neutro e quando este valor for maior que 30 mA o DR desarma.

Vamos criar o hábito então de colocar DR's onde a NR-10 pede que é para a segurança de todos que se beneficiam da eletricidade, fica mais caro? Sim, mas vale a pena. Pensem nisso, afinal segurança em eletricidade nunca é demais.

É MELHOR DEIXAR AS LUZES ACESAS OU APAGADAS?


       Ontem estive conversando com um amigo sobre isso. Será que é melhor apagar as luzes ao sair de um cômodo ou deixá-las acesas. Fui procurar a resposta e achei uma contribuição bem importante de Diego Galeano e Maísa Caldas no site: http://curiofisica.com.br/ciencia/fisica/e-mais-economico-deixar-a-luz-acesa-do-que-apaga-las

     "Em uma dessas conversas de bar ouvi dizer que seria mais econômico você deixar a lâmpada acesa para, por exemplo, se retirar da sala e depois volta, do que apagá-las e acendê-las novamente. A explicação dada para isso é que se gasta muito energia quando se liga a lâmpada a ponto de ser mais econômica deixá-la ligada do que desligá-la e ligá-la novamente.

    Fiquei me questionando sobre isso e coincidentemente tive minha duvida saciada 2 dias depois. O programa de tevê “Mythbusthers” (Os caçadores de mitos) fez experiência para testar este mito. Mesmo sendo uma fonte confiável para esse mito, pesquisei alguns livros, sites e também consultei um professor de engenharia mecânica, mas os resultados apresentados aqui são do Mythbusthers, pois são mais convincentes e didáticos.

   Vários tipos de lâmpadas foram ligadas a um computador onde o mesmo media a quantidade de energia utilizada. Ao serem acesas as lâmpadas realmente puxavam mais energia do que quando já estão acesas e puxavam uma quantidade de energia já estável. Mas essa quantidade de energia a mais gasta ao serem acesas é tão pequena que não se torna mais econômico deixá-las ligadas do que apagá-las.

    Para se ter uma idéia, a lâmpada que mais gastou energia ao ser acesa foi a fluorescente comum (aquelas de escritórios e salões de festas), para se tornar mais econômicas sair da sua sala e deixar a luz acesa, você teria que voltar a sala em menos de 23 segundos. Dando exemplo da lâmpada fluorescente pequena (são essas que temos em casa), uma das mais econômicas, você teria que sair e voltar da sala em 0,015 segundos, ligeiramente mais rápido que piscar de olhos.

Ou seja, ao sair de um cômodo, desligue a(s) luz(es)."

Então está aí a resposta. Sabemos o que fazer.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

MINUTERIA


Pretendo com esta postagem iniciar uma série de postagens onde vou falar sobre alguns equipamentos elétricos prediais e industriais, dizendo o que são, para que servem, como se liga, entre outras coisas. Escolhi para começar o interruptor de minuteria, ou interruptor de minuteira, ou simplesmente minuteria ou minuteira. Cada fabricante coloca no mercado com um nome diferente.

A minuteria é um dispositivo para controle eletrônico da iluminação. Ao se acionar um interruptor de pressão, ele manda um pulso elétrico para a minuteria que liga as lâmpadas de um determinado local durante um determinado tempo pré-selecionado. Ela geralmente é instalada em corredores de edifícios, ante-salas, garagens, etc. Podem existir diversos interruptores de pressão para ligar as lâmpadas através da minuteria, pois todos são ligados em paralelo. Já a quantidade de lâmpadas a instalar vai depender da potência da minuteria.

Este modelo acima é da Pial.

Já este modelo acima é da Exatron.

Nas aulas práticas dos cursos que ministro a instalação de minuterias é a prática de predial que mais gera dúvidas e erros nas instalações. O erro mais comum é que ao invés de colocar o neutro nos interuptores os alunos colocam fase. Como em Santa Cruz do Sul temos 220 volts entre fase e neutro somos obrigados a colocar neutro nos interruptores de pressão. Geralmente nas minuterias vem impresso a orientação quanto aos fios e o esquema de ligação na caixa do produto.

 Este esquema de ligação é para minuterias da Exatron e nele pode-se usar 220 volts entre fase e neutro e 220 volts entre fase e fase. Não podemos ligá-la em 127 volts.

Dimmer


O Dimmer, também chamado de Obscurecedor, serve para controlar a luminosidade em lâmpadas incandescentes (somente incandescentes, ele não funciona em fluorescentes).

Segundo o Wikipédia: são dispositivos utilizados para variar a intensidade da corrente elétrica em uma carga. Eles consistem de controladores que, através da diminuição ou aumento da tensão elétrica e portanto um aumento da potência média de uma lâmpada, controlam a intensidade da luz produzida pela mesma. Um dimmer tem como objetivo fazer com que aumente ou diminua a intensidade luminosa através de um potenciômetro, que auxilia nessa operação.

O dimmer tem diversos tipos e formatos, você pode escolher o que mais combina com o seu ambiente. Exemplo de dimmer:
A maneira de instalar os dimmers é muito simples, praticamente não se precisa ter conhecimentos em elétrica. O dimmer vem com dois condutores, um deve ser conectado à fase e o outro é o retorno para a lâmpada. No outro parafuso do suporte da lâmpada deve ser ligado o neutro. Para quem precisa de esquema:


Agora você também pode instalar um dimmer sem dificuldades.

Relé Fotoelétrico


Fotointerruptor ou Relé Fotoelétrico é o nome técnico para o nome popular Fotocélula.  Ele é composto por duas partes, a base e o fotointerruptor. Da base saem os três fios para as ligações. O fotointerruptor é encaixado na base, não tem como inverter o fotointerruptor quando se coloca ele na base pois ele só entra de um jeito, mas como eu sempre digo aos meus alunos, sempre tem um que consegue colocar virado.

Sua função é acionar a iluminação artificial quando a iluminação natural não é mais suficiente. Em alguns tipos é possível regular a sensibilidade à luz. Sua ligação é bastante simples: ela possui três fios, um branco, um preto e um vermelho. No branco coloca-se o neutro, no preto (isso mesmo no preto) a fase e no vermelho (que normalmente é a fase mas no fotointerruptor não) o retorno para as lâmpadas ou também dito como carga. Na lâmpada deve ser ligado um neutro também. O esquema a seguir é do site www.yoreparo.com em espanhol mas é mais do que bem explicado.


A sua grande limitação é a potência. Um somente não consegue manter uma grande quantidade de lâmpadas acesas, por isso geralmente para iluminação pública, onde se utiliza lâmpadas a vapor de sódio ou mercúrio, se coloca um fotointerruptor junto a cada lâmpada.

Porém, se você tiver por exemplo um estacionamento onde todas lâmpadas devem acender e apagar juntas e para você não gastar muito dinheiro, podes colocar um fotointerruptor, sendo que a carga dele deve ligar o a1 da bobina de uma contatora, no a2 coloca-se o neutro, assim o fotointerruptor comandará a bobina da contatora. Nos contatos principais coloca-se a fase e o neutro para alimentar as lâmpadas, sendo que aí a limitação do circuito será a potência que a contatora irá suportar nos seus contatos principais.

Abaixo estão imagens dos fotointerruptores e de um modelo de base:

Motores Elétricos Monofásicos


Os motores monofásicos de fase auxiliar são um dos vários tipos de motores monofásicos existentes. Utilizados principalmente em máquinas como motobombas, compressores, furadeiras, serras, cortadores de grama, etc., são, em geral, máquinas de pequeno porte, já que são fabricados normalmente em potências de 2 CV. É raro serem encontrados acima desta potência, pois a utilização de motores trifásicos fica economicamente mais viável.



O estator desses motores é constituído resumidamente por dois bobinados, chamados de bobinado principal (ou de trabalho) e bobinado auxiliar (ou de partida; arranque). Na partida do motor, os dois bobinados ficam energizados; tão logo o rotor atinja a sua velocidade, o bobinado de arranque é desligado, permanecendo em funcionamento somente as bobinas de trabalho.



A bobina de arranque do motor possui ligado em série consigo um capacitor e um interruptor automático (e é normalmente feita com fio mais fino). O interruptor automático (na maioria dos motores formado por um interruptor centrífugo associado a um platinado, embora não seja o único modelo existente) desliga a bobina de arranque após a partida do motor. Já o capacitor faz com que surja no interior do motor um campo magnético girante, que impulsionará o motor a partir.



Para que possa funcionar em duas tensões diferentes (110 e 220 V), a bobina de trabalho desses motores é dividida em duas, tendo a possibilidade de as partes serem conectadas em série ou em paralelo, de acordo com a tensão da rede elétrica. Cada parte deve receber no máximo 110 V, que corresponde à menor tensão de funcionamento do motor (figura 1). A inversão da rotação é feita invertendo-se o sentido da corrente na bobina auxiliar, ou seja, troca-se o terminal 5 pelo terminal 6.


                                                   Motor monofásico de fase auxiliar

                                                 Motor monofásico de fase auxiliar 2 pólos

                                  Ligações do motor monofásico de fase auxiliar para 110 e 220 V