quarta-feira, 17 de outubro de 2012

MINUTERIA


Pretendo com esta postagem iniciar uma série de postagens onde vou falar sobre alguns equipamentos elétricos prediais e industriais, dizendo o que são, para que servem, como se liga, entre outras coisas. Escolhi para começar o interruptor de minuteria, ou interruptor de minuteira, ou simplesmente minuteria ou minuteira. Cada fabricante coloca no mercado com um nome diferente.

A minuteria é um dispositivo para controle eletrônico da iluminação. Ao se acionar um interruptor de pressão, ele manda um pulso elétrico para a minuteria que liga as lâmpadas de um determinado local durante um determinado tempo pré-selecionado. Ela geralmente é instalada em corredores de edifícios, ante-salas, garagens, etc. Podem existir diversos interruptores de pressão para ligar as lâmpadas através da minuteria, pois todos são ligados em paralelo. Já a quantidade de lâmpadas a instalar vai depender da potência da minuteria.

Este modelo acima é da Pial.

Já este modelo acima é da Exatron.

Nas aulas práticas dos cursos que ministro a instalação de minuterias é a prática de predial que mais gera dúvidas e erros nas instalações. O erro mais comum é que ao invés de colocar o neutro nos interuptores os alunos colocam fase. Como em Santa Cruz do Sul temos 220 volts entre fase e neutro somos obrigados a colocar neutro nos interruptores de pressão. Geralmente nas minuterias vem impresso a orientação quanto aos fios e o esquema de ligação na caixa do produto.

 Este esquema de ligação é para minuterias da Exatron e nele pode-se usar 220 volts entre fase e neutro e 220 volts entre fase e fase. Não podemos ligá-la em 127 volts.

Dimmer


O Dimmer, também chamado de Obscurecedor, serve para controlar a luminosidade em lâmpadas incandescentes (somente incandescentes, ele não funciona em fluorescentes).

Segundo o Wikipédia: são dispositivos utilizados para variar a intensidade da corrente elétrica em uma carga. Eles consistem de controladores que, através da diminuição ou aumento da tensão elétrica e portanto um aumento da potência média de uma lâmpada, controlam a intensidade da luz produzida pela mesma. Um dimmer tem como objetivo fazer com que aumente ou diminua a intensidade luminosa através de um potenciômetro, que auxilia nessa operação.

O dimmer tem diversos tipos e formatos, você pode escolher o que mais combina com o seu ambiente. Exemplo de dimmer:
A maneira de instalar os dimmers é muito simples, praticamente não se precisa ter conhecimentos em elétrica. O dimmer vem com dois condutores, um deve ser conectado à fase e o outro é o retorno para a lâmpada. No outro parafuso do suporte da lâmpada deve ser ligado o neutro. Para quem precisa de esquema:


Agora você também pode instalar um dimmer sem dificuldades.

Relé Fotoelétrico


Fotointerruptor ou Relé Fotoelétrico é o nome técnico para o nome popular Fotocélula.  Ele é composto por duas partes, a base e o fotointerruptor. Da base saem os três fios para as ligações. O fotointerruptor é encaixado na base, não tem como inverter o fotointerruptor quando se coloca ele na base pois ele só entra de um jeito, mas como eu sempre digo aos meus alunos, sempre tem um que consegue colocar virado.

Sua função é acionar a iluminação artificial quando a iluminação natural não é mais suficiente. Em alguns tipos é possível regular a sensibilidade à luz. Sua ligação é bastante simples: ela possui três fios, um branco, um preto e um vermelho. No branco coloca-se o neutro, no preto (isso mesmo no preto) a fase e no vermelho (que normalmente é a fase mas no fotointerruptor não) o retorno para as lâmpadas ou também dito como carga. Na lâmpada deve ser ligado um neutro também. O esquema a seguir é do site www.yoreparo.com em espanhol mas é mais do que bem explicado.


A sua grande limitação é a potência. Um somente não consegue manter uma grande quantidade de lâmpadas acesas, por isso geralmente para iluminação pública, onde se utiliza lâmpadas a vapor de sódio ou mercúrio, se coloca um fotointerruptor junto a cada lâmpada.

Porém, se você tiver por exemplo um estacionamento onde todas lâmpadas devem acender e apagar juntas e para você não gastar muito dinheiro, podes colocar um fotointerruptor, sendo que a carga dele deve ligar o a1 da bobina de uma contatora, no a2 coloca-se o neutro, assim o fotointerruptor comandará a bobina da contatora. Nos contatos principais coloca-se a fase e o neutro para alimentar as lâmpadas, sendo que aí a limitação do circuito será a potência que a contatora irá suportar nos seus contatos principais.

Abaixo estão imagens dos fotointerruptores e de um modelo de base:

Motores Elétricos Monofásicos


Os motores monofásicos de fase auxiliar são um dos vários tipos de motores monofásicos existentes. Utilizados principalmente em máquinas como motobombas, compressores, furadeiras, serras, cortadores de grama, etc., são, em geral, máquinas de pequeno porte, já que são fabricados normalmente em potências de 2 CV. É raro serem encontrados acima desta potência, pois a utilização de motores trifásicos fica economicamente mais viável.



O estator desses motores é constituído resumidamente por dois bobinados, chamados de bobinado principal (ou de trabalho) e bobinado auxiliar (ou de partida; arranque). Na partida do motor, os dois bobinados ficam energizados; tão logo o rotor atinja a sua velocidade, o bobinado de arranque é desligado, permanecendo em funcionamento somente as bobinas de trabalho.



A bobina de arranque do motor possui ligado em série consigo um capacitor e um interruptor automático (e é normalmente feita com fio mais fino). O interruptor automático (na maioria dos motores formado por um interruptor centrífugo associado a um platinado, embora não seja o único modelo existente) desliga a bobina de arranque após a partida do motor. Já o capacitor faz com que surja no interior do motor um campo magnético girante, que impulsionará o motor a partir.



Para que possa funcionar em duas tensões diferentes (110 e 220 V), a bobina de trabalho desses motores é dividida em duas, tendo a possibilidade de as partes serem conectadas em série ou em paralelo, de acordo com a tensão da rede elétrica. Cada parte deve receber no máximo 110 V, que corresponde à menor tensão de funcionamento do motor (figura 1). A inversão da rotação é feita invertendo-se o sentido da corrente na bobina auxiliar, ou seja, troca-se o terminal 5 pelo terminal 6.


                                                   Motor monofásico de fase auxiliar

                                                 Motor monofásico de fase auxiliar 2 pólos

                                  Ligações do motor monofásico de fase auxiliar para 110 e 220 V

minuto casa Segura

Neste terceiro episódio, a Dona Helena está pronta para ir tomar banho após um longo dia de trabalho e é surpreendida com um problema elétrico em seu chuveiro. E não é que a teimosa da Dona Helena vai tentar consertar sozinha de novo? Bom, isso não vai terminar bem... Confira você mesmo.

O Minuto Casa Segura é um programete com duração de um minuto que mostra, de forma descontraida, os cuidados que se deve ter com as instalações elétricas em sua casa.

Uma iniciativa do Programa Casa Segura:http://www.programacasasegura.org/br/

Minuto casa segura

Neste segundo episódio, a Dona Helena comprou uma prateleira nova e vai tentar colocá-la sozinha. Tsc, tsc, isso não vai dar certo. Confira você mesmo.

Minuto casa Segura



Primeiro episódio do Minuto Casa Segura. Um programete com duração de um minuto que mostra, de forma descontraida, os cuidados que se deve ter com as instalações elétricas em sua casa.